“Trata-se de tecnologia emergente".
O uso de Drones na aplicação de agroquímicos em lavouras de tomate foi avaliado em atividades práticas realizadas em Sumaré, no interior de São Paulo. A iniciativa buscou aperfeiçoar a tecnologia e analisar fatores que interferem na eficácia do controle de pragas e doenças na cultura.
A ação reuniu a Divisão Avançada de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico, DEA-IAC, os programas Drones SP e Aplique Bem e o grupo Irmãos Andrade, em uma propriedade dedicada à produção de tomate.
As demonstrações integraram o projeto Pesquisa Participativa, modelo que aproxima empresas e profissionais do agronegócio das atividades de campo para avaliar tecnologias de aplicação. Segundo o pesquisador Hamilton Ramos, diretor da DEA-IAC e coordenador dos programas, o trabalho com drones considera aspectos como volume de calda, cobertura, tamanho de gotas, condições climáticas, deriva e compatibilidade entre insumos.
“Trata-se de tecnologia emergente, revolucionária, mas com muitos pontos ainda a esclarecer no tocante à eficácia e viabilidade econômica nas propriedades”, indica.
Durante o treinamento também foram analisadas a influência do clima nas aplicações, a relação entre volume aplicado e sentido de voo, a eficácia dos tratamentos e os cuidados necessários para o uso seguro da tecnologia na tomaticultura.
“O conteúdo do treinamento abrangeu a interferência de condições climáticas nas aplicações de agroquímicos; a relação entre volume de aplicação, sentido de voo, a eficácia dos tratamentos e os aspectos fundamentais para a utilização segura dessa tecnologia na tomaticultura brasileira”, resume Ramos.