Fronteira virou uma praça de guerra com execução do narcotraficante brasileiro em 15 de junho de 2016

Dez anos após execução de Rafaat, disputa territorial ainda assombra a fronteira

Há dez anos, três veículos com fuzis AK-47, metralhadoras e uma Mag antiaérea eram transformados em uma espécie de tanque de guerra em Pedro Juan Caballero, na fronteira do Paraguai com o Brasil, a poucos metros de Ponta Porã.

 
 

Na noite de 15 de junho de 2016, o narcotraficante brasileiro Jorge Rafaat Tounami, o “Rei da Fronteira”, dirigia seu veículo Hummer blindado quando foi abordado por um grupo de pessoas e executado com cerca de 16 tiros de metralhadora ponto 50.

A fronteira virou uma praça de guerra, a 338 quilômetros de Campo Grande. O tiroteio durou cerca de 25 minutos nas imediações do Mercado Municipal de Pedro Juan Caballero e deixou um clima de tensão entre os moradores.


 

Na época, os moradores mais próximos da fronteira de Ponta Porã com o Paraguai evitavam sair de casa e a região ganhou reforços na segurança com a presença do Exército Brasileiro. Na madrugada de 16 de junho de 2016, a loja do narcotraficante foi alvo de disparos de arma de fogo e incendiada.