Modelo começou carreira há pouco mais de um ano e já passou pela China, Coreia do Sul, Turquia e Londres.
Modelo começou carreira há pouco mais de um ano e já passou pela China, Coreia do Sul, Turquia e Londres
Em pouco mais de um ano, a sul-mato-grossense Mariana Cambará mudou completamente o dia a dia de acadêmica de Direito em Campo Grande para viver uma rotina de viagens e temporadas de trabalho ao redor do Mundo. Aos 22 anos, a modelo conquistou repentinamente uma carreira que até pouco tempo atrás parecia distante da realidade.
Com perfil de modelo, Mariana conta que nunca deixou de se imaginar na profissão, mas também não acreditava que pudesse realmente acontecer. “Eu sempre fui bem magra e as pessoas diziam que eu deveria tentar. Inclusive, lembro que isso era até um problema para mim na época da escola. Me incomodava muito o tanto que eu era magrinha”, lembra.
Com 1,70 metro de altura, considerada uma estatura baixa para as passarelas, ela chegou a pesquisar sobre a carreira sem saber que o mercado de modelo comercial poderia ser uma possibilidade. “No ano passado, dois colegas que estudavam comigo insistiam todos os dias para eu tentar. Eles diziam que eu tinha que mandar foto para alguma agência”, conta.
Foi então que Mariana resolveu arriscar e fez algumas fotos com uma amiga. As imagens eram simples e foram feitas em casa, mas aquele foi o início de algo maior.
“Eu enviei para todas as agências possíveis. Algumas não responderam, outras eu recebi a negativa, algumas responderam depois sumiram, mas teve uma agência específica que ficou muito interessada de verdade”, detalha.
A New Scouting, especializada em carreiras internacionais, fez contato, conversou com Mariana e explicou que ela poderia trabalhar como modelo comercial.
O início foi rápido. Em maio de 2025, ela ainda estava na faculdade quando começou a se preparar. Viajou para São Paulo (SP), fez um book com fotógrafos indicados pela agência e, pouco depois, a agência já a apresentava ao mercado internacional.
A primeira oportunidade veio na China. Mariana passou cinco meses no país e conta que a experiência foi intensa não apenas pelo trabalho, mas também pela diferença cultural.
Sozinha, ela precisou aprender a lidar com a distância de casa, outro idioma, novos costumes e uma rotina compartilhada com outras modelos. Em alguns momentos, chegou a dividir apartamento com até 13 meninas.
“Para mim foi incrível. A China foi a que mais me encantou. Quando eu dava um passo para fora de casa, era uma coisa completamente diferente. É quase que você ir para outra dimensão”, conta.
Depois da China, Mariana assinou contrato de três meses na Coreia do Sul. Em seguida, passou mais três meses na Turquia, onde trabalhou para uma marca de varejo de roupas, e participou de campanhas de beleza e maquiagem.
A temporada internacional também incluiu uma passagem por Londres antes das três experiências mais recentes. Já no Brasil, a jovem foi novamente para São Paulo e acabou de fechar contrato com a Ford Models.
“Agora estou na minha temporada Brasil, pretendo ficar por aqui até fevereiro e depois já vou pro internacional de novo”, conta.
Na rotina de trabalho, Mariana faz produções fotográficas para campanhas, outdoors, catálogos, e-commerce, publicidade e materiais de beleza. “Tudo que é foto é comigo”, resume.
Vida que mudou em questão de meses
A velocidade com que tudo aconteceu ainda surpreende a própria modelo. Entre o momento em que sua agência decidiu apostar nela e a chegada à China, foram cerca de dois meses. “Eu ainda fico meio em estado de choque. Eu também não sei muito bem o que eu vou fazer”, admite.
Para ela, a carreira ainda é incerta e exige aproveitar as oportunidades quando elas aparecem. Enquanto isso, Campo Grande ficou como ponto de partida de uma carreira que já chegou a diferentes partes do mundo. “Tudo surgiu de maneira tão inesperada. O que sei é que quero investir na área da moda”, avalia.
E se para Mariana a transformação aconteceu rapidamente, para os pais a notícia veio com orgulho, mas também com preocupação. “A gente fez uma investigação. Fomos atrás de ficha com juiz, polícia, tudo. Isso é até um alerta para outras meninas porque não é difícil a gente encontrar pessoas que não sejam sérias em relação a esse trabalho”, explica.
Depois de checar informações, buscar referências e confirmar a segurança do contrato, veio o sinal verde. “Quando a gente viu que estava tudo certo, meus pais super me apoiaram e falaram: ‘Filha, vai’”, destaca.
De Campo Grande para o mundo, Mariana afirma que o sentimento é só de gratidão. “As coisas que têm acontecido comigo são coisas de filme assim mesmo. Eu só consigo ter um sentimento de gratidão por tudo”, finaliza.