O senador citou o fundo Havengate, que teria sido usado nos EUA para produzir o filme com dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Ele reafirmou que "não tem absolutamente nada de errado com esse fundo, não tem um centavo de dinheiro público". "Pode revirar do avesso, de cima pra baixo, de trás pra frente, de um lado pro outro, de ponta cabeça, que não vai ter nada", disse. Vorcaro está preso desde março sob a acusação de envolvimento em fraudes financeiras e desvio de recursos bilionários de institutos de previdência de servidores e fundos estaduais, entre outros crimes.
O candidato acusou Lula de tentar levar a eleição "no tapetão". "O Lula já abandonou a campanha política. Ele agora está contando com os seus amigos no Supremo para tentar levar no tapetão. Vai perder no voto, vai perder no tapetão e eu vou libertar o povo brasileiro", falou.
Estão sendo cumpridos 49 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, e no Distrito Federal. Frias e a dona da produtora do filme, Karina Gama, estão entre os alvos da operação, realizada em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União).
O ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro é produtor executivo e roteirista de "Dark Horse". Enquanto deputado, Frias enviou uma emenda de R$ 1 milhão para executar um programa de empreendedorismo em Pirassununga (SP), que nunca saiu do papel. Suspeita-se que o dinheiro tenha sido desviado para a produção da obra.
Já Karina é dona da Go Up Entertainment. Ela também preside o ICB (Instituto Conhecer Brasil), que recebeu as emendas do deputado para o programa de empreendedorismo no interior paulista.
Outros alvos de busca na operação de hoje, segundo apuração do UOL, são ligados à ANC (Academia Nacional de Cultura) e ao ICB. As duas organizações não governamentais são envolvidas na produção de "Dark Horse".