Nelson de Oliveira Leite Falcão, de 53 anos, apontado como chefe de traficantes internacionais de cocaína que estava preso na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) e simulou um problema de saúde para ser levado ao hospital e fugir na sequência.
O titular da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), Antônio Carlos Videira, informou que o setor de inteligência está averiguando as causas que levaram ao resgate de um traficante no início da tarde desta sexta-feira, dia 27 de julho, no Hospital da Vida, em Dourados.
Nelson de Oliveira Leite Falcão, de 53 anos, apontado como chefe de traficantes internacionais de cocaína que estava preso na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) e simulou um problema de saúde para ser levado ao hospital e fugir na sequência.
Conforme o secretário, informações foram repassadas a PF (Polícia Federal) e PRF (Polícia Rodoviária Federal). “A inteligência está trabalhando. [O caso] não pode ser tratado como simples fuga. Não é comum e temos que esclarecer. O preso não é um 'zé mané'. A apuração será feita pela Corregedoria”, avisou.
Mário Sérgio Flores do Couto, presidente da Associação de Cabos e Soldados de Mato Grosso do Sul, demonstrou revolta com o resgate do traficante.
“O fato é sério. Não vamos aceitar este tipo de situação, infringindo a legislação com um policial só fazendo a escolta de um preso. Vamos notificar o Ministério Público e queremos resposta imediata antes que um policial nosso venha a falecer”, reclamou Mário Sérgio. “Vamos tomar providência enérgica em relação ao fato e queremos resposta do poder público o mais rápido possível”, cobrou.
Dois homens usando roupas de enfermeiro chegaram ao hospital em um veículo Ford/Fiesta, de cor prata e entraram no hospital armados. Eles renderam o único policial que fazia a escolta, tomaram a arma dele e fugiram com o traficante.
Nelson Falcão tinha sido preso no dia 22 de março deste ano na rodovia BR-262, entre Campo Grande e Água Clara.
Câmera de segurança instalada na rua Toshinobu Katayama flagrou o veículo utilizado no resgate.
Em nota, a Secretaria de Saúde e a Funsaud (Fundação Municipal de Saúde), que administra o hospital, lamentaram o ocorrido. A prefeitura informou que determinou a apuração administrativa dos fatos para verificar se houve qualquer falha.