Senador eleito pelo PL contesta decisão do Supremo, mas prometeu ampliar fiscalização do governo.
O senador eleito Renan Contar (PL) questionou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e cobrou apuração sobre a decisão que prorrogou a votação no segundo turno. Em vídeo publicado nas redes sociais, o futuro parlamentar por Mato Grosso do Sul criticou a mudança no horário e levantou suspeitas sobre o resultado, sem apresentar provas de irregularidades na gravação.
O senador eleito Renan Contar (PL), de Mato Grosso do Sul, questionou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e cobrou apuração sobre a prorrogação da votação em duas horas no segundo turno, decidida pelo ministro Cristiano Zanin, do STF. Em vídeo, citou o passado do magistrado como advogado de Lula, mas não apresentou provas de irregularidades. Em entrevista, prometeu fiscalizar o governo federal. O governador Eduardo Riedel (PP) pediu cautela e aguardar as análises.
Contar concentrou as críticas na decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que ampliou o período de votação em duas horas. Ao mencionar a atuação anterior do magistrado como advogado de Lula, o senador eleito colocou em dúvida a justificativa para a medida.
“Olha, essa foi a eleição mais controversa da história do Brasil. Entupida de aberrações jurídicas que precisam ser explicadas ao povo brasileiro”, afirmou.
Na sequência, Contar questionou o relato de problemas no transporte de passageiros em Salvador (BA). Ele também usou supostos erros dos institutos de pesquisa para lançar dúvidas sobre a votação do presidente reeleito. O vídeo não identifica quais levantamentos embasam essa comparação nem apresenta dados que sustentem a suspeita.
“Essa prorrogação de 2 horas feita pelo amigo do Lula precisa ser apurada. Tem coisa errada aí, gente. O povo não é idiota”, declarou.
As afirmações expressam a contestação de Contar ao resultado, mas não demonstram que a ampliação do horário tenha provocado irregularidades ou alterado o desfecho da eleição.
Fiscalização no Senado - Horas antes da publicação, durante entrevista coletiva no domingo (25), Contar havia abordado a atuação da bancada eleita em Mato Grosso do Sul diante da continuidade do governo petista. Na ocasião, prometeu ampliar a fiscalização do Executivo federal e acompanhar as indicações políticas de Lula.
“Então, o senado, agora falando pelos senadores, não vai se omitir com relação a essas indicações políticas que esse governo costumeiramente faz”, afirmou.
O senador eleito também disse que buscará recursos e melhorias para Mato Grosso do Sul. A declaração ocorreu no contexto da avaliação sobre o papel dos representantes do Estado após o resultado presidencial.
Na mesma coletiva, o governador Eduardo Riedel (PP) afirmou que manterá a trajetória da administração estadual. Ele citou investimentos, inclusão social, distribuição de renda e baixo desemprego como resultados de sua gestão e defendeu mudanças na condução da economia nacional.
“Uma responsabilidade fiscal, um trabalho direcionado para resultado para nossa gente. E democracia é assim, nós vamos seguir o nosso trabalho.”
Riedel também manifestou desconforto ao comentar os questionamentos sobre a eleição, mas disse que a discussão jurídica ocorrerá posteriormente. "Acho que a gente tem que esperar, aguardar, esperar as análises, ter toda a documentação".