Atualmente 13 psicólogos atendem os professores e plantão atende servidores, alunos e familiares aos fins de semana.
A morte do professor de artes Bianchi Silva Araújo, 45 anos, alertou a Semed (Secretaria Municipal de Educação) para a preservação da saúde mental dos profissionais da educação. Com isso, uma comissão será criada para reforçar o atendimento a categoria em Campo Grande.
"Estamos buscando intensificar mais ainda esse apoio", reforçou o secretário de Educação, Lucas Bitencourt.
Atualmente a Centro de Valorização à Vida, que conta com 13 psicólogos para atender os professores e plantão de atendimento aos servidores, alunos e familiares.
As pastas planejam a criação da comissão para realizar um acompanhamento diferenciado, depois do caso do professor Tiago.
"Nós da educação vamos dar apoio emocional, criar um olhar diferenciado. Pastas serão unidas para atender melhor e acompanhar esses servidores para unir forças e buscar possíveis soluções", afirmou o secretário.
Morte e comoção
Amigos relataram que Tiago havia pedido afastamento das funções e já tinha passado por perícia mais de uma vez no IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande).
A última perícia foi realizada na segunda-feira, onde o pedido foi negado.
Em nota a Semed (Secretaria Municipal de Educação) informa que o professor em questão está desde 2012 fazendo tratamento psicológico.
"O professor passava por tratamento médico, possuía laudos e exames, foi encaminhado para junta médica do IMPCG, porém, o pedido não atendeu aos critérios técnicos para a readaptação. Segundo o art. 24 da Lei nº 8.112/1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos Servidores Públicos Federais: “Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica”, diz a nota.