A soja abriu o mês em baixa na Bolsa de Chicago.
Os mercados de grãos iniciam agosto sob pressão externa, influência do petróleo e atenção ao clima nas principais regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, trigo, soja e milho apresentam movimentos distintos, mas seguem condicionados por oferta, demanda e cenário geopolítico.
No Paraná, os preços do trigo parecem ter alcançado um teto, limitado pelo comportamento das farinhas. Ainda assim, a perspectiva de menor área plantada e produção reduzida mantém viés de alta no médio e longo prazos. Em Chicago, as cotações oscilam após perdas expressivas na semana passada, provocadas pela liquidação de contratos por fundos. A queda do petróleo e a possibilidade de acordo comercial no Oriente Médio ampliam a pressão vendedora, embora os confrontos entre Rússia e Ucrânia no Mar Negro e a falta de umidade em Dakota do Norte possam favorecer recuperação.
A soja abriu o mês em baixa na Bolsa de Chicago, com recuos de 3 a 6 centavos de dólar por bushel e o contrato de novembro perto de US$ 11,81. A queda de quase 5% do petróleo, após a retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, reduziu os temores sobre o abastecimento no Oriente Médio. Previsões de chuva no Meio-Oeste dos EUA também melhoraram as condições para formação e enchimento das vagens. No Brasil, as cotações inverteram a alta dos últimos 60 dias diante da oferta abundante.
O milho recuou 0,08% no mercado físico brasileiro pela média do Cepea, mas acumulou alta de 2,63% em julho. Em Chicago, segue em leve baixa, afetado pelo petróleo e pelos biocombustíveis. As chuvas previstas para os próximos dias e para o período de 6 a 14 dias favorecem a safra, embora possam vir com temperaturas acima da média. O dólar subiu 0,77% no Brasil, o Brent caiu 8,28%, para US$ 83,46, e o índice dólar recuou 0,01%.