Locais de exibição e políticas de fomento devem ser debatidos no encontro
O panorama do cinema e do audiovisual de Campo Grande será tema de audiência pública promovida pela Câmara de Vereadores da Capital. O encontro deve reunir o poder público, produtores, realizadores e a sociedade civil para debater desafios e caminhos para o fortalecimento do setor.
A audiência pública “O Cinema e o Audiovisual em Campo Grande” será na próxima quarta-feira (8). O encontro deve debater a preservação de equipamentos culturais históricos, a criação de mecanismos que estimulem a produção audiovisual na cidade e a ampliação dos espaços de exibição.
Na última semana, o Sesc (Serviço Social do Comércio) leiloou por quase R$ 5 milhões (R$ 4.944.755,22) o prédio do antigo Cine Campo Grande. O Sesc chegou a fazer um projeto para retomar o cinema, mas a iniciativa não saiu do papel. O local, inaugurado na década de 1980, oportunizou o primeiro contato de muitos moradores com a sétima arte, até o fechamento, em 2012.
Além disso, há a expectativa sobre o retorno do funcionamento AutoCine da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) após a revitalização do espaço. A Cidade Universitária, em Campo Grande, oferece desde 2019 o curso de Audiovisual, o que aumenta a produção audiovisual e as expectativas sobre o mercado de trabalho na Capital.
A audiência pública também deve discutir as legislações e os incentivos para a realização de filmagens em Campo Grande, especialmente para posicionar a cidade como cenário e impulsionar a economia criativa.
Outros temas a serem abordados devem ser as políticas de diversidade e representatividade no setor e a gestão dos recursos para o setor que vêm do Governo Federal, como os Arranjos Regionais e a Pnab (Política Nacional Aldir Blanc), e, no âmbito local, o Fmic (Fundo Municipal de Investimentos Culturais).
A audiência pública foi proposta pela Comissão Permanente de Cultura, presidida pela vereadora Luiza Ribeiro (PT). No início do encontro, será exibido o curta-metragem “Salas de Sonhos”, da cineasta Marineti Pinheiro, que rememora os espaços de exibição desde 1910 até 2020.