O Brasil concentra cerca de 50% do mercado de bioestimulantes da América Latina.
O uso de biofertilizantes à base de algas marinhas avança na agricultura brasileira como alternativa para complementar o manejo das lavouras. As soluções são utilizadas para favorecer o desenvolvimento das plantas, ampliar a eficiência no aproveitamento de nutrientes e contribuir para a resposta das culturas diante de condições de estresse.
O Brasil concentra cerca de 50% do mercado de bioestimulantes da América Latina, estimado em aproximadamente US$ 600 milhões. Desse total, cerca de 30% correspondem a produtos formulados com algas marinhas. Segundo Bruno Carloto, gerente de Marketing Estratégico da Acadian Sea Beyond para Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai, o segmento tem projeção de crescimento superior a 10% ao ano até 2031.
Entre as espécies utilizadas está a Ascophyllum nodosum, originária do Atlântico Norte e adaptada a variações de maré, temperatura, salinidade, luminosidade e períodos de seca. Seus compostos bioativos são empregados em soluções voltadas a diferentes fases do ciclo das culturas.
A tecnologia também pode integrar estratégias relacionadas ao solo e ao sistema radicular, favorecendo o desenvolvimento das raízes e o aproveitamento de água e nutrientes. A proposta é complementar práticas já adotadas no campo e ampliar as ferramentas disponíveis diante de altas temperaturas, déficit hídrico e outras situações de estresse.
“A agricultura moderna precisa olhar para a planta como parte de um sistema. Não basta apenas fornecer nutrientes. É preciso considerar também a capacidade da planta de absorvê-los e utilizá-los, além do desenvolvimento das raízes e das condições do solo”, destaca.