O governador Reinaldo Azambuja reforçou, em mensagem enviada aos prefeitos eleitos dos 79 municípios de MS, sua postura de administrador de forma ‘ecumênica’ sem distinguir matrizes politico/partidárias. Segundo o chefe do Executivo Estadual, prefeitos e governadores precisam se unir para trazer desenvolvimento aos municípios, independente de ideologias.

"Neste domingo foram empossados os prefeitos e vereadores eleitos que estarão à frente dos 79 municípios sul-mato-grossenses pelos próximos quatro anos. Quer reforçar o poio do governo do Estado a todos, para juntos desenvolvermos ainda mais Mato Grosso do Sul e trabalharmos pelas prioridades da população. Desejo sucesso e uma boa administração aos gestores", disse o governador.

Em Bonito a cerimônia de posse do prefeito Odilson Soares (PSDB) e do vice José Arthur Figueiredo (PMDB), assim como dos onze vereadores eleitos para o mandado de 2017/2020, foi marcada por casa cheia, discursos longos, algumas gafes e até mesmo vaias. Mas o que se destacou mesmo foram às palavras motivadoras do tucano, que se comprometeu a fazer uma gestão dinâmica e ‘devolver a esperanças do povo bonitenses’.

"O Brasil vive um momento de crise econômica e de descrença nos órgãos públicos e isso exige de nós ainda mais transparecia e dedicação. O meu compromisso é com o povo bonitense e vou buscar apoio nos governos estaduais e federais, para devolver o progresso ao nosso município. Vamos trabalhar para aumentar os investimentos em moradias populares, melhorar a infraestrutura das ruas e calçadas, a iluminação das praças e bairros, enfim, tornar Bonito um município verdadeiramente sustentável", frisou o novo prefeito.

Odilson também destacou o orçamento de 2017, elaborado pela gestão passada e aprovado pela Câmara após algumas adequações, que segundo os parlamentares, eram ‘gritantes e infundadas’. Segundo o tucano, "muita coisa ainda precisará ser revista e com certeza, readequada as necessidades reais da população".

O dirigente estadual do Solidariedade e diretor-presidente da Fertel, jornalista Bosco Martins, participou da cerimônia representando o presidente do partido e o governador Reinaldo Azambuja. Demonstrando positividade com o novo gestor, Bosco afirmou que espera uma administração transparente e que lute em prol do desenvolvimento, devolvendo a Bonito o crescimento em todas as áreas.

"Espero que possamos deixar 2016 para traz, porque foi um ano desastroso para a política dessa cidade, encerrando um mandato negativo e que deixou muita a desejar. Nosso município está abandonado, com estradas em condições intransitáveis e com lixo espalhado pelas ruas. Ali na Monte Castelo, assim na Pilad Rebuá, onde os turistas se concentraram durante as festas de final de ano, estava uma verdadeira calamidade. Uma sujeira injustificável para uma cidade como Bonito, que deveria estar preparada para situações como essa", detalha Martins.

Bate-boca da posse

O primeiro domingo do ano também foi o dia da eleição da nova mesa diretora da Câmara Municipal de Bonito, que pela primeira vez foi feita abertamente, de forma verbal. Como tal, não poderia passar em branco, sem discussões e acusações.

Os parlamentares tiveram que escolher entre duas chapas, ‘Responsabilidade e Ética’ composta pelas três vereadoras da Casa e pelo vereador reeleito Pedro do Rosário, e a ‘União’, formada por três parlamentares reeleitos, entre eles o vereador Amir Trindade (João Ligeiro) que foi o último presidente e o vereador Geraldo Junior, filho do ex-prefeito e candidato a vice de Josmail na eleição passada.

A votação terminal com 7 votos á 4 em favor da chapa feminina, elegendo Lúcia Miranda como presidente, Mirela Rigotti como vice, Luiza Lima e Pedro do Rosário como 1ª e 2ª secretários.

A confusão se deu porque o vereador Valdivino Vargas (PT), conhecido como Varguinhas, votou contra os companheiros de coligação, no caso João Ligeiro e Edvaldo Rebeque, ambos do PDT, que não pouparam palavras para acusar o colega de traição.

O nervosismo foi tanto, que João Ligeiro até se confundiu com os nomes ao cumprimentar o vice-prefeito José Arthur, chamando-o de Josmail. A troca foi suficiente para uma enxurrada de vaias, que se estenderam por todo o seu discurso e provocaram ainda mais insultos.

Na tentativa de defender o colega, o vereador Edvaldo Rebeque, que concorria como presidente da chapa União, também se enrolou com as palavras e acabou até ‘retirando’ os cumprimentos ao público que o vaiou, desejando felicidades ‘apenas para quem tem educação’.

Os vereadores Jorge Figueiredo e Edinaldo Gregório Dias (Pantera) completaram os votos da chapa Responsabilidade e Ética.

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